Perda da vida

Só às vezes (maior parte do tempo), fico pensando e se naquela estrada tivesse virado a esquerda ao invés da direita?

E se em vez ter ido, ter ficado ou então porque disse sim quando poderia ter dito não?

Porque é que decidi, escolhi ou aconteceu chegar aqui se podia ter decidido algo diferente.

Mas a verdade é que nós temos sim a escolha, opinião, a vontade mas também existem fatores que pesam nisso como dinheiro, luxo, materiais e a mentalidade da sociedade.

Quando para último deixamos o quê? Aquilo que afirmamos ser o mais importante.

Felicidade, amor, família, amigos e estar-nos bem com nós próprios no lugar que gostamos, com quem gostamos.

Será mesmo que as nossas prioridades estão definidas ou deixamo-nos levar pela vida básica que levamos, sem arriscar muito porque arriscar é perigoso?

Perigoso ao ponto de descobrires que podes ser mais feliz, medo de aventurar e provares a ti próprio que mereces mais daquilo que és ou do que podes dar a conhecer.

Muita gente (eu) vivemos a pensar no amanhã, a trabalhar para um futuro mais fácil quando na verdade morremos diariamente e esse tal futuro de fácil nada terá.

O típico dinheiro que ganhamos nas árvores aqui (Suíça) amanhã já terá destino e acreditem que não será para nenhum Ferrari ou para um iphone de 1000 chf.

Será para continuar a vida básica quando já não houver força para nos matar-nos diariamente, será para pagar tratamentos de doenças que o trabalho nos deu, será usado para pagar funerais da família que deixamos para trás só porque nos sentimos da obrigação de fazer algo por eles.

Enquanto eram vivos o que fazíamos? Fácil, colocávamos uma foto nas redes sociais a dizíamos – “ Melhor mãe do mundo” “Meu pai, meu herói” ou a aquela mensagem para os amigos a dizer “a nossa amizade nunca vai acabar”.

Game over, finito, fertig – FIM DA LINHA!

Quando eles morrerem de cancro, velhice ou solidão vais questionar-te porque a vida é injusta!

A vida não é injusta mas sim são as consequências dos nossos atos.

Emigramos por dinheiro, perdemos tudo porque emigramos.

Será o suficiente para dizer que está (minha) balança não está nada equilibrada? Ou é só impressão minha?

Mas porque raio perco eu tempo a escrever isso se já deveria ter agido?

Á espera do mesmo que tu, que a minha árvore (ou melhor erva daninha) me diga – deixa de ser ignorante e vai ser feliz porque daqui não levas nada mas nós levamos de ti.

Vivam com pouco mas sintam muito, desejem pouco e aproveitem o que tem.

Amem o presente, sim trabalhem mas para fazer um amanhã melhor que hoje, porque preguiçosos o mundo tem que chegue.

Fujam do básico, abracem a felicidade.

E assim não se arrependerão do anos perdidos e terão a consciência tranquila de que com pouco deram o melhor e estiveram presente.

O dinheiro pode iluminar o céu mas nunca dar brilho a estrelas.

Fico por aqui.

Bons pensamentos a todos.

Abraços da Vila Nova, 02/11/2017

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